No passado, o papel do professor era deter todo o conhecimento e transmiti-lo aos seus alunos. Porém, em geral, o conteúdo era repassado sem uma reflexão ou uma visão crítica. Hoje, a relação professor-aluno é bem mais dinâmica.

A função de apenas transmitir as informações foi deixada para trás e o educador passou a atuar mais como um orientador, estimulando os alunos na construção de seus próprios conceitos, valores, habilidades e atitudes. Além disso, os desafios da atualidade demandam professores criativos, competentes e ousados, que estimulam o aluno a questionar e a desenvolver um pensamento crítico.

Por isso, preparamos este artigo para explicar qual é a importância da relação entre professores e alunos no dia a dia da escola e na formação de cidadãos completos. Acompanhe!

O papel dos professores na formação dos alunos

É muito importante que a relação professor-aluno seja harmônica e afetuosa. O docente tem o dever de exercer sua autonomia, mas sem impor normas autoritárias, sempre respeitando e buscando compreender as dificuldades dos alunos.

A atuação do educador no processo de ensino e aprendizagem não deve estar restrita a apenas repassar o conhecimento. É importante saber como orientar e valorizar as competências e habilidades dos alunos, participando das suas vidas.

O professor não deve priorizar a memorização dos conteúdos, que devem ser contextualizados para a vida dos estudantes, de forma que eles consigam fazer relações lógicas e se localizar no espaço e no tempo. Afinal, o aluno está inserido em uma sociedade em constante transformação, por isso as disciplinas precisam estar relacionadas com sua realidade social.

Nesse contexto, o educando precisa considerar o seu conhecimento de mundo para que a prática educativa se concretize e seja levada além do contexto escolar. Para o educando ver sentido na escola, é essencial que o professor o instigue, disponibilize condições e cause situações que o levem a pensar, entender, criticar e desenvolver o aspecto cognitivo, com base na sua experiência de vida.

Dessa forma, o papel do docente é fazer a ponte entre a teoria e a prática. Além disso, é preciso refletir sobre a sua função no estabelecimento de um conhecimento sólido e na forma de desenvolver seu trabalho. Tudo isso para que os alunos se tornem adultos críticos e questionadores.

As características dos professores

Uma boa relação professor-aluno é baseada no respeito mútuo e ajuda no crescimento de ambas as partes. Para isso, é importante que o educador tenha algumas características que o ajudem a identificar as expectativas e necessidades dos seus estudantes. Depois, ele deve ser capaz de propor ou articular oportunidades educativas capazes de atendê-las.

Entenda um pouco mais sobre esses atributos a seguir.

Coerência

Uma das características que o professor precisa ter para conseguir estreitar sua relação com os alunos é a coerência. Para isso, o profissional precisa trabalhar em harmonia com o Projeto Pedagógico da escola, compreendendo seu papel e buscando formas de cumprir suas metas.

As atividades avaliativas devem ser coerentes com a matéria lecionada em sala de aula. Assim, o professor deve ter amplo domínio e controle da sua disciplina e saber exatamente quais pontos devem ser avaliados.

Colaboração

A colaboração vai além da relação professor-aluno, pois é importante que o educador saiba trabalhar de forma colaborativa com os seus colegas de trabalho, criando um grupo com foco na aprendizagem.

Dessa forma, é possível propor desafios e compartilhar estratégias que solucionem as demandas do desenvolvimento dos alunos. Isso também significa que o professor deve atuar junto ao estudante de forma ampla, para que ambos consigam construir os resultados necessários à aprendizagem.

Protagonismo

Permitir que o aluno atue como protagonista do seu próprio processo pedagógico, em uma relação de troca com o professor, é fundamental para que ambos aprendam e se desenvolvam. Assim, o educador deve conseguir desenvolver a capacidade autônoma do educando.

Para isso, é possível dinamizar as aulas, estimular a criatividade, incentivar o pensamento crítico, melhorar a cooperação em sala de aula e demonstrar para o aluno que ele também é fonte de conteúdo. Tudo isso aumenta a autoconfiança dos jovens e melhora a relação professor-aluno nas escolas.

Mediação

Hoje, o professor deve saber atuar como um mediador, o qual facilita e articula o conhecimento, provocando a vontade de aprender no aluno, a partir de seus próprios questionamentos e vivências.

Isso acontece devido, principalmente, à presença das tecnologias. Elas levaram novas dinâmicas à sala de aula e criaram novas formas de comunicar, informar e aprender. O conhecimento não é mais centralizado e, por isso, espera-se mais do professor — que deixa de apenas transmitir a sabedoria e se posiciona como um mediador de diversas oportunidades educativas.

Cumplicidade

Uma relação professor-aluno precisa de cumplicidade e segurança. Por isso, é importante conhecer a família dos estudantes, dialogar com eles e criar vínculos que fortaleçam a confiança e permitam o desenvolvimento escolar.

O desenvolvimento da cumplicidade e da empatia é essencial, pois permite que os alunos procurem aconselhamentos sobre diferentes assuntos escolares e pessoais. Isso ajuda o professor a entender a realidade dos educandos e a compreender os impedimentos de aprendizagem que estão além da sala de aula.

Diálogo

Independentemente da personalidade dos estudantes, é fundamental que a relação com o professor seja permeada pelo diálogo. Dessa forma, cada atividade deve vir acompanhada de explicações sobre a sua relevância, fazendo com que o aluno compreenda a importância do estudo.

Além disso, a conversa permite que os jovens demonstrem o seu ponto de vista e a sua opinião sobre a eficácia dos métodos de ensino. Novamente, esse diálogo é essencial, inclusive com os familiares, pois a relação entre família e escola também é responsável por melhorar o ensino.

A importância da relação professor-aluno vai além da sala de aula, pois proporciona a formação de cidadãos responsáveis e capacitados para os desafios da vida. É essencial que essa interação seja empática, de forma que o educador saiba ouvir e entender o nível de compreensão dos estudantes e, assim, consiga estabelecer uma ponte entre o conhecimento e eles.

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