Saber enfrentar e combater os diferentes tipos de bullying é essencial para proteger seus filhos e evitar lesões físicas e psicológicas que podem ser permanentes. O bullying é uma intimidação sistemática que resulta em agressões físicas, verbais ou psicológicas.

No Brasil, 46% das crianças e jovens revelam que já sofreram algum tipo de constrangimento por diversos motivos, como opção sexual, aparência física, gênero, entre outros. Esse problema aparece quando uma pessoa é vítima de hostilidades causadas por um indivíduo ou por um grupo que o julga diferente da maioria.

Diante do problema, este artigo visa abordar os tipos de bullying e apresentar os cuidados necessários para identificar os possíveis sinais de abuso. Boa leitura!

Tipos de bullying existentes

Conhecer os tipos de bullying é fundamental para entender como identificar o problema.

Físico

É o tipo que traz danos físicos para a vítima. Em geral, o agressor bate, belisca, puxa o cabelo, morde ou realiza outros atos violentos por um pequeno motivo ou sem motivo algum.

Esse problema pode começar na educação infantil e se estender até o ensino médio. Com o passar dos anos, a tendência é que a situação piore cada vez mais, pois o agressor adquire mais força e malícia.

Verbal

Muito comum e difícil de identificar, o bullying verbal é o ataque com piadinhas, apelidos, gozações, fofocas e ameaças. Enquanto na brincadeira todos se divertem com a piada, no bullying o alvo sofre. Os sofrimentos causados por palavras muitas vezes machucam mais que agressões físicas.

Psicológico

É uma variação do bullying verbal. Em geral, faz com que a pessoa sempre se sinta culpada, pois o agressor tem atitudes que visam repreender, responsabilizar e prejudicar a vítima. Isso pode causar problemas mais sérios no futuro, como depressão ou mania de perseguição.

Virtual ou cyberbullying

É uma extensão dos outros tipos, mas acontece no ambiente virtual. Pode ser feito por meio de um perfil anônimo e se caracteriza em ameaças, depreciações, montagens com fotos, fofocas entre um grupo para excluir a vítima ou alguma armação que resultará em um bullying presencial.

Indicadores que sinalizam problemas com o bullying

Geralmente, a criança ou o adolescente que vive situações embaraçosas não fala que está sofrendo constrangimentos, pois fica com vergonha. Por esse motivo, pais e responsáveis precisam acompanhar o dia a dia dos filhos e prestar atenção às mudanças de atitudes e hábitos, já que quem sofre bullying pode desenvolver ansiedade, irritabilidade e depressão.

Vítimas de bullying tendem a demonstrar os seguintes sinais:

  • evitam ir à aula ou demonstram interesse em mudar de escola;

  • têm diminuição do desempenho escolar;

  • desenvolvem baixa autoestima;

  • evitam ou não conseguem manter relações sociais;

  • demonstram comportamento agressivo;

  • apresentam sinais físicos, como machucados e hematomas, entre outros.

Importância do diálogo com os filhos

Pais, mães e responsáveis devem conversar com os filhos de forma aberta e sincera. É importante ouvi-los com atenção e rotineiramente, procurando entender o que eles estão passando, sem os forçar a nada. Se necessário, procure a escola para que juntos vocês encontrem a melhor forma de ajudar a vítima.

Outro ponto importante é não culpar a criança ou o adolescente pela situação. Nesse momento, eles precisam de apoio e incentivo. Se preferir, leve-o para um acompanhamento psicológico personalizado.

É muito comum que os jovens tenham muitas inseguranças. Isso facilita a ação dos agressores, que exploram as fraquezas dos seus alvos. Por isso, é essencial que tanto os pais quanto a escola saibam reconhecer e combater os tipos de bullying e incentivem comportamentos que acabem com esse problema.

E você, já passou por alguma situação de bullying com o seu filho? Como procedeu? Deixe o seu comentário e conte a sua vivência!

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