Em algum momento da sua vida você já teve dificuldades para manter seus filhos na escola? Se sua resposta for sim, saiba que não está sozinho — isso pode ser mais comum do que se imagina. É natural que algumas crianças passem por fases de recusa escolar. Entretanto, o papel dos pais é muito importante para auxiliar os filhos diante deste problema.

Se você é um desses pais que já identificaram problemas como “meu filho não quer ir à escola”, mas não sabe o que fazer para resolver a situação, saiba que está no lugar certo! Neste post, apresentaremos algumas informações valiosas que te ajudarão a analisar o desejo súbito de evasão escolar que algumas crianças apresentam. 

Continue sua leitura e veja como agir para incentivar o seu filho a estudar e conheça alguns dos principais pontos que devem ser pensados para acompanhar a rotina escolar e resolver esse problema. Confira!

Procure saber quando o problema começou

Os filhos podem ser imprevisíveis e fazer uso de uma lógica diferente da nossa. No entanto, o momento em que o problema se apresenta é muito importante. É comum e até normal que crianças e adolescentes não queiram ir para a escola, mas é preciso saber diferenciar a preguiça comum de real resistência.

Uma resistência real para ir à escola pode indicar problemas com os professores, com os colegas — no caso de bullying —, ou pode estar relacionado a questões de saúde. Em qualquer uma dessas situações é necessário analisar e descobrir o que está acontecendo para não surja uma adversidade maior.

Observe o comportamento da criança em outros ambientes

Saber se o abatimento e o desejo de evasão só acontecem na escola é o próximo passo para a resolução do problema. Se você perceber que seu filho se sente incomodado e indisciplinado no ambiente escolar, mas se sente bem em outros lugares, verifique cuidadosamente a causa para esse medo.

Antes de dizer “meu filho não quer ir à escola”, procure observar se a criança apresenta estresse em outros ambientes, afinal, pode ser que ele tenha alguns problemas de socialização que podem ser resolvidos por um profissional. Portanto, terapia com psicólogos, ou especialistas em desenvolvimento infantil são boas opções.

Entre em contato com outras mães da escola

Procure saber se as outras crianças estão bem e se existe algum problema recorrente com as demais. Caso não seja um comportamento particular do seu filho, pode ser que a escola tenha que investigar outras possíveis causas. Além do mais, apontar a situação ajuda muito na solução, uma vez que o silenciamento não faz bem.

Tenha uma boa comunicação com seu filho

Conversar é a melhor opção quando detectar qualquer problema. Seu filho precisa saber que ele pode contar com você para ajudar a resolver qualquer coisa. Sendo assim, esteja disponível para escutar e para tentar compreender, não tire conclusões apressadas e busque sempre conversar com franqueza.

Uma criança ou adolescente que não sente abertura dos pais para tratar de seus problemas pode se tornar um risco para si e para os demais. Os primeiros anos de vida infantil ou adulta são difíceis e com inúmeros desafios inimagináveis, e a presença reconfortante da família é essencial.

Por isso, não se desespere ou levante a voz para o seu filho. Se ele tiver algo a contar, sobretudo se o ambiente for seguro, ele dirá. Portanto, vá com calma e questione, mas não force respostas. 

Fique atento a problemas de saúde

Pode ser que a recusa do seu filho em ir para a escola tenha relação com algum mal estar físico. Portanto, busque manter os exames da criança em dia, e estar atento a qualquer sinal de problemas. É importante ressaltar que nem toda doença é física, e que os pequenos também podem sofrer de alguns males de caráter psicológico.

Observe as brincadeiras e os desenhos

Crianças não se comunicam apenas pela linguagem falada, é muito comum que seus anseios, medos e desejos acabem se materializando por meio de desenhos e do emprego da imaginação. Assim, os desenhos são pistas importantes que devem ser levadas em consideração caso seu filho esteja apresentando algum comportamento incomum.

As brincadeiras também são indicadores do que acontece quando ele não está perto da família. Procure verificar os tipos de brincadeiras, as conversas com coleguinhas, o tipo de interação que é oferecida e as atividades realizadas para melhorar o desenvolvimento das crianças.

Fique atento para rituais de separação

Os rituais de separação são aqueles momentos em que você tem que se separar temporariamente do seu filho. Um exemplo é na hora de deixar a criança na escola, momento em que esse problema de ansiedade costuma atacar mais os menores que não estão acostumadas a deixar os pais.

É importante que a despedida não se arraste mais que o necessário. Deixar a criança se despedir com vagar pode dar a impressão de que há algo a ser temido, por isso, faça despedidas rápidas e a incentive logo a procurar os amigos. Afinal, a ansiedade pode ser um problema em casos como esse.

Busque ajuda especializada

Em um momento em que as informações estão em evidência e que qualquer pessoa pode fazer uma pesquisa rápida na internet, é importante identificar o melhor momento de procurar uma ajuda especializada. Tomar esse tipo de cuidado pode fazer uma grande diferença na maneira de tratar essa situação.

Sempre prefira o parecer de um especialista aos boatos de internet e redes sociais. Em caso de detecção do problema, busque imediatamente um especialista, seja um médico que trabalhe com corpos ou com os aspectos psicológicos. É importante não subestimar nenhum sintoma ou doença que possa vir a se agravar e causar situações piores.

Não ceda facilmente às solicitações do seu filho

O desejo de faltar às aulas pode ser um problema com raízes reais, mas também pode ser a boa e velha preguiça. Você conhece o seu filho, portanto, analise com calma o que ele está dizendo e conte sempre com o auxílio de uma escola adequada.

Quando pensar sobre reações como “meu filho não quer ir à escola”, é importante que os pais identifiquem algum dos motivos citados acima e, assim, é possível utilizar dos conhecimentos prévios e das informações que trouxemos neste texto para solucionar o problema.

E então, pais e mães, vocês já passaram por alguma situação semelhante a essas? Em caso afirmativo, deixe o seu comentário em nossa publicação. Quem sabe assim possa contribuir com novas informações aos demais leitores. Vamos lá?

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